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A ESSÊNCIA ALFA - PRÓLOGO

 

Prólogo

Em meio à penumbra, eles procuravam esconder suas faces. Com passos sensíveis, tentando poupar os sons, se moviam pelos estreitos corredores.

– Cuidado! Vão nos perceber. – Sussurrou.

– Silêncio, eu sei o que estou fazendo. – Disse o outro.

O homem impaciente com a petulância de seu companheiro tentava conectar os fios, mas eles somente faiscavam.

– Caramba! Já está amanhecendo, anda logo.

– E daí?

– Como assim? Daqui a pouco ele vai estar aqui, seu idiota.

Enquanto a luz do amanhecer invadia o local, ele se enfureceu.

– Fale direito comigo! Você implorou por minha ajuda. – Exigiu ele.

– E você aceitou. – Disse irônico.

Somente suspirou, poupando saliva.

Trinta minutos se passaram e novamente ele teimava em criar atrito com os fios. Após uns abruptos movimentos com as faíscas, o dispositivo ligou.

– Pronto! Vamos cair fora, daqui uma hora programo e faço a ligação.

Entreolharam-se com ambição.

– Sim. – Afirmou.

Amanheceu, passava das sete horas, os dois cochilaram nos fundos do local, não muito longe do ato noturno.

– Hei! – O observador e ajudante pegou o braço do "amigo" e o balançou, mas o sujo mandante não despertou.

“Isso vai te assustar um pouco”, pensou ele.

– Cara! Vai explodir!

Ele se levantou num pulo.

– Quê? Cadê? – Assustou-se, cambaleando para o lado.

– Era só para você acordar – Reprimiu o riso – Já passa das sete. – Enfim, gargalhou.

– Não faça mais isso!

– Da próxima vez, faça o favor de acordar rapidamente.

Sérios e serenos, eles procuravam acalmar as respirações e os movimentos involuntários para terminar com o planejado. O comandante de missão cogitou que precisaria somente de trinta minutos e assim programou.

– Me dê o telefone. – Ordenou.

– Aqui está. – Fingiu obediência.

Tocou os botões do telefone celular com firmeza e o número foi discado. Após alguns segundos ansiosos, uma voz feminina atendeu: – Alô?

– Oi! – Disse com voz de desespero e terror. – Tenho más notícias. Tem uma bomba na escola!

Ao ouvir o recado, ela largou o telefone e correu em extremo desespero, tropicando aos berros.


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