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Mostrando postagens de abril, 2014

#SomosTodosMacacos?

Sobre a campanha: As pessoas dizem: "Não somos macacos, somos humanos" Caraca, sério?  A ideia não é ser macaco ou não, é a igualdade racial, "Se o Daniel Alves é macaco, então nós também somos". É essa a ideia. Mas a minha maior preocupação é a hipocrisia.  Somos todos macacos? E os negros da periferia? E os negros que morrem por violência policial? Os negros marginalizados que não vão aos jornais com a suposta "justiça" criada. Será que estamos defendo de verdade a causa anti-racista? Ou é só porque um negro não declarado lançou essa campanha. Não sou contra a campanha, e acho que a discussão de sermos macacos ou não, é desnecessária.

Série de Contos: Clarice Esclarecida - Parte 2

Se você ainda não leu a primeira parte, clique aqui. Clarice agora começa a entender que não devemos ser omissos, ninguém nos pode julgar pelos nossos sumiços, não devemos nos prender a isso. Corremos o risco de cair na mesmice, na mesmice do discurso, seja político ou não, um discurso culto ou não, não importa o quanto fale se não estendes a mão. Claro que com o tempo, o medo da repressão vem, mas e a repressão que ela já sofreu? Sofreu mesmo sem perceber, algo que nunca mudou o seu ser, mas que agora veio a aparecer. Que tal viver? Que tal dizer? Que tal agir pela sua própria motivação? A motivação vem de dentro de nós, e não devemos esperar externamente por algo que é coisa da nossa mente, é coisa nossa, é luta nossa. Nós não é todos e todos não é nós, venha ver o que você tem de melhor, para viver a cada dia, um dia maior. Clarice, pra onde vais? Você deve ir pra onde quiser e defender o seu céu, a sua luz, o seu discurso que tu conduz, corre, pois a v...

Série de Contos: Clarice Esclarecida - Parte 1

Vou postar aqui a primeira parte da série de contos que posto no  Um Novo Sol , blog no qual participo. Por que esquecemos as coisas? Por que nos esquecemos? Clarice têm refletido muito sobre isso ultimamente, pois ela sempre esquece algo, e claro que se esquece em suas esquecidas jornadas da vida. Por exemplo, ela não pode prever quando a chuva vem, mas ela esquece de se prevenir quando ela vem, e se pergunta: "Onde coloquei meu guarda chuva? Ela vai mais longe: "Onde coloquei minha vida?" A sua rotina o faz viver esquecendo e se esquecendo, de ser ou parecer, de ver ou de se aparecer. Ela também esquece do seu papel como cidadã, esquece também que faz parte do mundo esquecido por si mesmo, mas como lembrar? Ela também esqueceu de lembrar, pois não é necessário, ela recebe tudo pronto, ela tem acesso à tudo, não precisa ficar ou sair, não precisa acordar ou dormir, pois suas opiniões também foram esquecidas. Ao lembrar, lhe falta corage...